Os estudantes do ensino médio do Colégio Bom Jesus/Diocesano, de Lages, Emanuel Schumacher Pereira e Lucas de Oliveira Woehl, e o professor do colégio, Daniel Marinho, receberam cinco premiações na Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), que aconteceu na última semana em São Paulo. Entre elas o segundo lugar geral na categoria Biológicas.
Os alunos foram premiados pela Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq), pelo Instituto Butantan (Prêmio Inovação Júnior HackScience), pelo Rochester Institute of Technology (de Rochester, nos EUA) – com direito a participação na Genius Olympiad no mês de junho e conquistaram o segundo lugar geral na categoria “Ciências Biológicas” da Febrace. O professor Daniel recebeu a premiação de melhor orientador do Estado de SC.
Para o Bom Jesus, o incentivo à pesquisa de iniciação cientifica que o colégio desenvolve há anos, está diretamente ligado as novas perspectivas da educação que está sendo implantada no Brasil para o ensino médio. Um dos seus objetivos é estimular os alunos aos desafios por meio da busca permanente do desenvolvimento de novos projetos.
“Os nossos professores são os mediadores e incentivadores desse processo colocando os alunos como os protagonistas do processo de aprendizagem. O nosso foco visa preparar os nossos alunos para serem destaque na universidade” e concluiu o gestor Márcio Souza, “o nosso orgulho está enquanto escola do interior de Santa Catarina, contribuir com a educação nacional no contexto da iniciação cientifica”.
Estudo:
Os alunos do Bom Jesus/Diocesano pesquisaram o potencial cicatrizante e antibactericida do óleo da arnica da serra, uma planta comum na região. O objeto de estudo fez parte da pesquisa realizada nas aulas de Iniciação Científica do Colégio. A pesquisa avançou e os estudantes criaram em 3D um curativo em que o óleo da planta poderá ser utilizado na pele após novas pesquisas.
Emanuel comenta que os contatos trouxeram possibilidades para eventos científicos internacionais, o que aumenta ainda mais as chances de industrializar o curativo num futuro próximo.
Emanuel e Lucas iniciaram o projeto de Iniciação Científica em 2019, com a pesquisa teórica sobre a planta, com o auxílio inicial da professora orientadora Chayane Cristina de Souza.
Por meio da análise fitoquímica, eles descobriram quais compostos da arnica da serra (Senecio oleosus) teriam potencial para cicatrização e para evitar a proliferação de fungos e bactérias na região machucada.
A planta é conhecida e utilizada em extrato hidroalcoólico pelas comunidades interioranas para tratamento de hematomas e lesões na pele – a ideia seria comprovar essas hipóteses.
No ano de 2022, o projeto foi aperfeiçoado com a parceria do campus da Universidade Federal de Santa Catarina da cidade de Curitibanos, sob coorientação do professor doutor Cristian Soldi.
O docente do Colégio Bom Jesus Diocesano e orientador dos alunos, Daniel Marinho, explicou que no laboratório da faculdade foi possível realizar a análise fitoquímica do óleo essencial das flores e folhas da planta, o que confirmou as hipóteses levantadas na pesquisa.
Entre os 35 compostos encontrados, ficou comprovada a presença de componentes que possuem propriedades cicatrizantes, bactericidas, antifúngicas e antineoplásicas ‒ inibem o crescimento de tumores.
Lucas, lembrou do emprenho de todos para alcançar os resultados. “Tivemos de enfrentar muitas etapas para chegar à Febrace como finalistas. Tudo isso demandou dedicação e esforço, mas foi recompensador, pois conseguimos várias premiações que podem abrir portas”. O estudo já despertou interesse em pesquisadores de várias instituições científicas como Butantan e Universidade de São Paulo.


Confira as premiações:





Imagens: Bom Jesus/Diocesano

Da Redação TSL
De Olho na City





