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Susana Balbo destaca potencial dos vinhos de altitude em SC

A enóloga argentina elogia a qualidade dos rótulos e fala sobre a importância da colaboração para o setor vitivinícola.

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Susana Balbo: vinhos de altitude, um “diamante a ser lapidado”

Após 18 anos, a enóloga argentina Susana Balbo voltou a São Joaquim, na Serra Catarinense, e observou um grande potencial nos vinhos de altitude da região, que ela descreveu como um “diamante a ser lapidado”. A declaração ocorreu durante sua palestra no VIII Simpósio Vinhos de Altitude de Santa Catarina, realizado em 29 de outubro de 2026, na Casa da Cultura.

Oportunidades e desafios na vitivinicultura

A oitava edição do simpósio se consolidou como um importante espaço para a troca de conhecimentos e formação na vitivinicultura catarinense. O evento abordou diversos temas, incluindo pesquisa, clima, economia do vinho, tributação e enoturismo, visando discutir os desafios e as oportunidades do setor.

Balbo, primeira mulher a se graduar em Enologia na Argentina e fundadora de sua própria vinícola, compartilhou suas experiências sobre inovação e sustentabilidade. Sua apresentação enfatizou como a produção de vinhos pode se relacionar com a construção de marca e a diversificação de atividades, incluindo gastronomia e hospitalidade.

Importância da colaboração na vitivinicultura

Ernani Luiz Garcia, presidente da Associação Vinhos de Altitude de Santa Catarina, destacou a relevância da união entre palestrantes e parceiros para o sucesso do simpósio. Ele afirmou que a integração de conhecimentos é essencial para o desenvolvimento do setor: “O simpósio reúne conhecimentos que precisam caminhar juntos. Essa troca, construída com nossos parceiros, fortalece o setor e nos ajuda a planejar seu futuro.”

A agenda do evento também se alinhou a questões que impactam o mercado internacional. De acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), o consumo mundial de vinho deve cair 2,7% em 2025, o que reflete mudanças nos hábitos de consumo e pressões econômicas. No entanto, o Brasil se destacou como um dos mercados em crescimento.

Enoturismo e desenvolvimento regional

O simpósio também abordou a importância do enoturismo, com um painel composto por especialistas que discutiram a conexão entre vinícolas e o desenvolvimento regional. Eles ressaltaram que a qualidade das experiências oferecidas, aliada à organização dos negócios e ao acesso aos destinos, pode ampliar o fluxo de visitantes e os benefícios para a economia local.

Pesquisas indicam que, durante a temporada de 2026, 20% dos turistas da Serra Catarinense visitaram vinícolas, resultando em um gasto médio de R$ 3.852 por grupo. Esses dados ressaltam a importância do enoturismo para o comércio local e a geração de oportunidades na região.

Desafios do mercado ilegal

Outro ponto abordado no simpósio foi a questão do mercado ilegal de vinhos. Luciano Stremel Barros, presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), apresentou dados sobre o impacto da circulação irregular de vinhos na cadeia produtiva. Ele informou que as apreensões de vinhos chegaram a mais de R$ 325 milhões entre 2020 e junho de 2026, o que compromete a competitividade das empresas que atuam legalmente.

Stremel Barros enfatizou a necessidade de unir fiscalização e conscientização do consumidor: “Precisamos combinar fiscalização e informação ao consumidor, porque a procedência também deve fazer parte da decisão de compra.”

Pesquisas e clima no setor

O simpósio também contou com palestras sobre pesquisa, clima e economia do vinho. O professor Tiago Henrique de Paula Alvarenga, do IFSC Urupema, apresentou um estudo sobre os vinhos de altitude de Santa Catarina, enquanto outros especialistas discutiram os desafios econômicos e as condições climáticas que afetam a vitivinicultura.

Com o apoio do Sebrae/SC e a parceria de diversas instituições, o VIII Simpósio Vinhos de Altitude de Santa Catarina se mostrou um passo importante para o fortalecimento e a valorização da identidade vitivinícola da região.

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