Harmeet Dhillon, que liderava a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, anunciou sua demissão, conforme informado pelo procurador-geral Todd Blanche nesta quinta-feira (5). Sua saída representa um dos primeiros movimentos significativos dentro da administração do ex-presidente Donald Trump após a derrota do Partido Republicano nas recentes eleições de meio de mandato, que resultaram na retomada do controle do Congresso pelos democratas.
Reformas na Divisão de Direitos Civis
Dhillon, uma figura próxima a Trump, foi responsável por uma reestruturação abrangente na Divisão de Direitos Civis, mudando seu foco de investigações sobre discriminação racial e práticas policiais para questões alinhadas com a agenda do ex-presidente. Entre as prioridades estão a defesa do direito de porte de armas e o combate ao antissemitismo em universidades. Ela também teve um papel ativo nas investigações direcionadas a instituições de ensino superior nos EUA.
Frustrações e retorno ao setor privado
Anteriormente, Dhillon expressou a intenção de retornar ao seu escritório de advocacia, o Dhillon Law Group, após deixar o cargo no governo. O escritório enfrentou uma redução nos quadros, com a saída de alguns advogados para outras firmas. Informações de fontes próximas indicam que a ex-chefe da divisão estava insatisfeita com sua trajetória de carreira no departamento e desejava revitalizar sua prática privada.
Descontentamento e mudanças na equipe
A reformulação proposta por Dhillon resultou na saída de vários funcionários de carreira da divisão, uma situação que ela comemorou, alegando que muitos dos advogados ali presentes não estavam dispostos a adotar a agenda de Trump. Em administrações anteriores, a unidade era conhecida por investigar departamentos de polícia por possíveis violações sistemáticas de direitos civis, especialmente após incidentes de grande repercussão envolvendo mortes de cidadãos negros.
Nova abordagem em investigações
Sob a liderança de Dhillon, a Divisão de Direitos Civis mudou de direção, abandonando algumas conclusões de investigações anteriores e utilizando sua autoridade para avaliar se cidades governadas por democratas infringiam o direito ao porte de armas, conforme garantido pela Segunda Emenda da Constituição.
A saída de Dhillon marca um novo capítulo no Departamento de Justiça e reflete as tensões internas e mudanças de prioridades que ocorreram dentro do governo federal sob a administração Trump.







