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Cleitinho trava patrocínio milionário e cutuca Palmeiras

Tribunal suspende repasse de R$ 32 milhões para clubes mineiros após questionamento do futuro governador do estado.

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Cleitinho deixa recado ao Palmeiras e aponta time que ‘não ganha nada’ após TCE-MG suspender patrocínio de R$ 32 milhões
Cleitinho Azevedo teve encontro com Ratinho — Foto: Instagram/Reprodução/ND Mais

O futuro governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, protagonizou um encontro descontraído com o apresentador Ratinho, onde recebeu camisas do Athletico-PR e do Coritiba. Aproveitando que o comunicador é torcedor declarado do Palmeiras, o político projetou o fim da hegemonia recente do clube paulista e do Flamengo no cenário nacional.

Futebol nacional e provocações Durante a conversa, o clima de descontração deu espaço para alfinetadas envolvendo grandes equipes do futebol brasileiro.

“Agora chega de Palmeiras ganhar, chega! O Palmeiras tem 10 anos… Chega, Palmeiras e Flamengo não vão ganhar mais não”, disse Cleitinho.

A tirada gerou uma reação bem-humorada de Ratinho, que brincou sobre mudar de time para parar de gastar com celebrações, mirando também o rival paulista.

“Quero dizer pro governador aqui que eu vou parar de torcer pro Palmeiras e vou começar a torcer pro Corinthians? Vou! É porque eu tô cansado de pagar churrasco. Agora eu quero é ganhar! O Corinthians não paga nada pra ninguém porque nunca ganha nada”, externou Ratinho.

Na sequência, o político mineiro aproveitou para incluir o principal time de seu estado na brincadeira: “É igual ao Cruzeiro também, não ganha nada!”.

Intervenção nos cofres públicos Por trás das brincadeiras, o tema central envolve uma decisão drástica tomada nos bastidores da política estadual envolvendo o futebol e o uso de verbas públicas.

Em setembro, a gestão estadual sinalizou apoio financeiro aos principais clubes da região utilizando recursos de estatais como a Codemig e a Cemig, totalizando R$ 32 milhões destinados a América, Atlético e Cruzeiro.

Em resposta à movimentação financeira, Cleitinho protocolou uma representação formal junto ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), que acabou determinando a paralisação imediata dos contratos de patrocínio.

Justificativa financeira O político defendeu sua postura firme contra o repasse de recursos estatais para instituições esportivas privadas, citando a situação delicada das contas públicas do estado.

“Eu não sou contra futebol. Todo mundo sabe que eu amo futebol. Todos os times são de iniciativa privada. O que faz um governo pegar mais de R$ 30 milhões, por meio de empresas estatais como Cemig e Codemig, e patrocinar esses times? Assim que ganhei a eleição, eu entrei no TCE para anular esse patrocínio”, afirmou.

O chefe do executivo eleito reforçou que prioridades básicas da administração pública devem vir antes do fomento ao esporte de alto rendimento.

“A gente está passando pela transição e está vendo o próprio governo dizendo que, a partir de janeiro, pode não ter dinheiro para pagar os servidores, vendo que está faltando merenda nas escolas. Eles mesmos estão dizendo que o estado está quebrado. Eu não posso aceitar, como governador, pegar mais de 30 milhões da Cemig e da Codemig e colocar em time de futebol”, concluiu.

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