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Polícia Civil conclui maior operação contra abuso infantil no RS

Ação pioneira no estado garantiu a coleta de DNA dos presos para inserção no banco de perfis genéticos do Instituto-Geral de Perícias

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Polícia Civil encerra maior operação contra abuso sexual infantil no RS e coleta DNA de suspeitos para banco nacional
Foto: Reprodução/g1 — Brasil

A Polícia Civil encerra nesta sexta-feira (6) uma operação contra crimes sexuais. Os investigados são suspeitos de produzir, armazenar e compartilhar material de abuso sexual infantil, além de estupro de vulnerável. Até a última atualização desta reportagem, três homens foram presos.

Metodologia pericial e coleta de DNA Em uma ação pioneira, os presos foram encaminhados para a coleta de material genético para integração com o banco nacional de perfis genéticos o Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Após a detenção, a Polícia Civil solicita autorização judicial para extrair o material genético dos suspeitos. O objetivo é cruzar as informações para solucionar outros casos.

Os peritos acompanham as equipes policiais para analisar dispositivos eletrônicos, como celulares, computadores e discos rígidos, diretamente nos locais de busca. A identificação imediata de material ilícito permite a prisão em flagrante dos suspeitos.

“Isso é um trabalho científico feito pelos peritos no local, justamente para garantir a legalidade da coleta daquela prova na chamada cadeia de custódia. Então, eles efetuam buscas em dispositivos eletrônicos […] E desvendando ali naquele local a existência do material, ali naquele momento é dada a voz de prisão para ele, e a partir dali começa todo o procedimento legal”, explica delegado André Ciardullo Mocciaro.

Migração do crime virtual para o mundo real Um dos casos ocorreu em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde um homem foi detido. Segundo a investigação, o suspeito era vizinho e pessoa de confiança da família da vítima, o que permitia que ele ficasse sozinho com a criança.

“A gente costuma dizer que essas investigações são cibernéticas, mas não raramente o crime migra do mundo virtual para o mundo real. Esse é um caso que nos sensibiliza muito, porque esse criminoso, além de fazer o compartilhamento, o armazenamento, ele fazia produção de vídeos, ele abusava de crianças a quem ele tinha um acesso por confiança dos pais”, afirmao delegado.

Balanço da Operação Refúgio Com início na quarta-feira (4), a ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nos municípios de Canoas, Viamão, Santa Cruz do Sul, Vila Maria e Caxias do Sul.

Segundo a Polícia Civil, trata-se da maior ofensiva de combate ao abuso sexual infantojuvenil já realizada no estado. A a Operação Refúgio é comandada pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (DECA), vinculada ao Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV).

A conclusão desta força-tarefa marca um avanço importante nas investigações de crimes contra menores no Rio Grande do Sul, unindo tecnologia de ponta e perícia científica em tempo real.

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