O mercado físico do boi gordo permanece firme nesta quinta-feira (5), mas a alta vem perdendo fôlego durante a semana nas principais praças produtoras do Brasil.
Dinâmica da oferta e escalas de abate
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os reajustes se concentram em algumas praças, enquanto a melhora no volume de negócios favorece o atendimento das necessidades imediatas dos frigoríficos e reduz parte da urgência das compras.
“A oferta de animais terminados continua restrita, com escalas de abate, em geral, entre cinco e seis dias úteis.”
Expectativas para o consumo e mercado externo
De acordo com o especialista, a expectativa para o restante de novembro permanece positiva, sustentada pela entrada dos salários e pela sazonalidade favorável do consumo de carne bovina no último bimestre.
“O mercado segue atento ao comportamento da China no mercado internacional e ao ritmo das aquisições. A eventual gestão da cota chinesa pode distribuir os embarques e limitar movimentos mais agressivos de compra de boiadas, sem eliminar os elementos de sustentação da arroba”, considera.
Iglesias ressalta que no mercado doméstico, o 13º salário e as festividades reforçam a perspectiva de demanda, embora a menor competitividade da carne bovina diante do frango e dos cortes suínos continue limitando os repasses ao consumidor.
Cotações médias da arroba por estado
As negociações refletem realidades distintas conforme a região pecuária avaliada:
São Paulo: R$ 392,78 Goiás: R$ 378,75 Minas Gerais: R$ 385,18 Mato Grosso do Sul: R$ 383,05 Mato Grosso: R$ 369,53
Comportamento do atacado e câmbio
O mercado atacadista de carne bovina apresenta preços sustentados nesta quinta-feira, com o quarto dianteiro a R$ 22,50 por quilo, o quarto traseiro a R$ 29,50 por quilo e a ponta de agulha negociada a R$ 21,00 por quilo.
“A expectativa de entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena de novembro tende a favorecer a reposição entre atacado e varejo, oferecendo suporte às negociações no curto prazo.”
No cenário macroeconômico, o dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,68%, cotado a R$ 5,4855 para venda e R$ 5,4875 para compra, registrando oscilação entre a mínima de R$ 5,4267 e a máxima de R$ 5,4947 ao longo do dia.







