O dólar encerrou sua cotação em R$ 5,45 nesta quarta-feira (4), refletindo a desvalorização da moeda americana no mercado internacional após os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, onde os democratas conquistaram a maioria no Senado e na Câmara dos Deputados. A Bolsa de Valores também registrou um aumento de 1,23%, superando os 167 mil pontos e rompendo uma sequência de seis dias de perdas.
Impacto das eleições nos mercados
O resultado eleitoral nos EUA diminuiu as preocupações sobre possíveis alterações bruscas na política econômica americana, contribuindo para a depreciação do dólar em todo o mundo. Além disso, a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA favoreceu o fortalecimento de moedas de mercados emergentes, como o real.
No entanto, os ganhos do real foram contidos pela cautela dos investidores, que permanecem apreensivos com as incertezas fiscais e a futura condução da política econômica no Brasil. A expectativa em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic também influenciou o comportamento do mercado.
Cotações e desempenho do Ibovespa
Durante o dia, o dólar chegou a atingir R$ 5,498, mas, ao longo da tarde, estabilizou-se em território negativo. Os principais números do fechamento foram:
- Dólar à vista: R$ 5,451 (-0,64%);
- Ibovespa: 167.563,47 pontos (+1,23%);
- Dólar global (índice DXY): 101,520 pontos (-0,2%);
- Petróleo Brent: US$ 94,62 por barril (-8,67%).
O Ibovespa, em sua recuperação, alcançou a marca de 167.986,37 pontos perto das 14h, impulsionado por um ambiente global mais favorável aos ativos de risco, especialmente após a vitória dos democratas.
Desempenho das ações
Apesar da alta do índice, as ações da Petrobras, que figuram entre as mais negociadas na bolsa, apresentaram queda significativa, acompanhando a diminuição dos preços do petróleo no mercado internacional. O petróleo Brent para janeiro caiu 8,67%, estabelecendo-se a US$ 94,62 por barril.
O pregão brasileiro foi encerrado antes do anúncio da decisão do Copom, que era aguardada com expectativa, especialmente sobre a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano. Esse fator gerou um clima de incerteza entre os investidores, que ainda aguardam novidades sobre a política econômica do próximo governo.
Em suma, a combinação de fatores externos, como as eleições nos EUA, e a expectativa em relação à política monetária no Brasil, moldaram o comportamento do mercado financeiro nesta quarta-feira.







