A presidência do Paraguai será ocupada por Pedro Alliana, atual vice-presidente, após a renúncia de Santiago Peña, anunciada nesta quinta-feira (5). Essa transição segue as diretrizes constitucionais, evitando a necessidade de novas eleições.
Alliana: O novo presidente do Paraguai
Alliana, que é membro do Partido Colorado, assumirá o cargo para completar o mandato que começou em agosto de 2023 e se estenderá até 15 de agosto de 2028. Com essa mudança, ele será responsável pela liderança do governo paraguaio.
Motivos da renúncia de Santiago Peña
A saída de Peña ocorre em meio a uma séria crise financeira relacionada ao Ueno Bank, cujas operações foram paralisadas pelo Banco Central do Paraguai devido a problemas operacionais. Essa situação resultou na impossibilidade de milhões de clientes acessarem seus depósitos e gerou manifestações em várias partes do país.
Além disso, Peña estava pressionado politicamente e enfrentava um processo de impeachment no Congresso.
Trajetória política de Pedro Alliana
Pedro Alliana, de 52 anos, já ocupou diversos cargos públicos, incluindo governador de Ñeembucú, deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados. Ele também liderou o Partido Colorado de 2015 até 2023. Com a renúncia de Peña, Alliana se torna o sucessor constitucional, pronto para enfrentar os desafios do novo cargo.
Nova vice-presidência em aberto
A saída de Alliana da Vice-Presidência cria uma nova vacância no governo. A escolha do próximo vice-presidente ficará a cargo do Congresso Nacional paraguaio. De acordo com a Constituição, a nomeação do novo vice deve ser feita por maioria absoluta dos votos dos parlamentares, não havendo eleições diretas.
Essa norma está especificada no artigo 234 da Constituição do Paraguai, que detalha os procedimentos para a substituição de presidentes e vice-presidentes em caso de renúncia.
Com um novo presidente à frente, o Paraguai enfrenta um momento delicado, marcado pela necessidade de estabilizar a economia e restaurar a confiança da população nas instituições.







