O mês de outubro trouxe um cenário de chuvas abaixo do esperado nas áreas produtoras de maçã, mesmo após um segundo semestre marcado por um regime chuvoso intenso devido ao fenômeno de El Niño. A situação exige atenção redobrada dos agricultores, que enfrentam desafios com a umidade elevada nos pomares.
Queda nas precipitações em outubro
Dados da Climatempo mostram que, em outubro, as chuvas não alcançaram a média histórica nas regiões produtoras de maçã. Em Santa Catarina, por exemplo, São Joaquim registrou um acumulado de 142 mm, representando 86% do esperado, enquanto Fraiburgo teve 172 mm, equivalente a 91% do previsto. Na região do Rio Grande do Sul, Vacaria apresentou a menor quantidade, com apenas 134 mm, ou seja, 64% da média histórica para o período.
A preocupação com a umidade elevada
Apesar da redução nas chuvas em outubro, os índices de umidade continuam altos, o que levanta preocupações sobre o surgimento de doenças nas plantações. Conforme especialistas, a umidade excessiva pode facilitar a propagação de problemas fitossanitários, como a mancha foliar de Glomerella e a sarna da macieira. Além disso, a menor atividade de polinizadores, devido aos dias nublados e à escassez de luz solar, pode impactar a produtividade das culturas.
Impactos do El Niño e o controle fitossanitário
Os efeitos do El Niño continuam a influenciar o clima na região, demandando que os produtores fiquem atentos às práticas de controle fitossanitário. Com as mudanças nas chuvas e o aumento da umidade, a monitorização constante se torna essencial para mitigar os riscos de doenças e garantir a saúde dos pomares na temporada 2026/27.
Em suma, embora outubro tenha apresentado uma diminuição nas chuvas, a umidade elevada traz desafios significativos para os agricultores de maçãs, que devem permanecer vigilantes para proteger suas colheitas.







