O mercado internacional de commodities registrou um cenário de contrastes em outubro, com a disparada no valor do açúcar enquanto a média geral de alimentos apresentou retração no cenário global.
Impacto das chuvas no Brasil
O avanço nos valores do adoçante chegou a 28,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado, acumulando a quarta alta mensal seguida e alcançando o patamar mais elevado desde dezembro de 2024. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Segundo a FAO, a alta foi impulsionada principalmente por “interrupções relacionadas às chuvas nas operações de colheita e moagem da cana-de-açúcar” no Centro-Sul brasileiro e pelas incertezas sobre a produção na Índia, na União Europeia e na Tailândia.
Queda generalizada na cesta básica global
Em contrapartida à trajetória do açúcar, o indicador geral de preços da FAO — que monitora commodities agrícolas comercializadas internacionalmente — fechou outubro em 133,9 pontos, o que representa um recuo de 1,2% frente a setembro. O movimento de baixa foi comandado principalmente pelos setores de cereais, carnes e laticínios.
Entre os cereais, a retração média foi de 4,5%, com destaque para o trigo, que interrompeu quatro meses de alta devido à demanda externa mais fraca e a estimativas mais favoráveis de safra, sobretudo na Argentina. A melhora nas condições de escoamento e a colheita robusta de milho nos Estados Unidos também colaboraram para aliviar as cotações.
Comportamento de carnes e laticínios
O segmento de carnes registrou baixa de 1,2%, influenciado por quedas nos cortes suíno, ovino e bovino, enquanto o frango manteve estabilidade. Já o índice de laticínios diminuiu 1,1%, pressionado pelos valores da manteiga e do queijo diante de uma oferta farta e menor procura externa.
Por outro lado, o arroz contrariou o setor de cereais e subiu 1,6% em função de problemas climáticos e atrasos na safra de grandes exportadores. Os óleos vegetais também subiram 0,3%, com destaque para o óleo de soja, que atingiu o maior patamar desde o fim de 2022 impulsionado pela indústria de biocombustíveis.







