Relíquias familiares que ajudam a contar a história secreta de Joinville, no Norte de Santa Catarina, deixaram os acervos particulares para ganhar o público em uma nova exposição gratuita que abre as portas neste sábado (7).
Tesouros do passado e o leque da Tigre
Com cerca de 50 peças expostas, a mostra “Linhas de Histórias – Bordados que guardam memórias” traz itens raros que unem a trajetória de famílias locais ao desenvolvimento industrial do município, como um leque dos anos 1950 produzido pela antiga fábrica de plásticos Hansen — atual Grupo Tigre — com bordado em meio ponto feito pela moradora Eugênia Kumlehn.
O público também pode conferir um Wandschoner centenário, que é um tradicional tecido decorativo de cozinhas alemãs colocado antigamente atrás do fogão para proteger a parede contra respingos, além de trabalhos executados em ponto cruz duplo, ponto cheio e bordado Ilha da Madeira, técnica de origem portuguesa.
Ambiente de casa colonial
Para abrigar todo o acervo, o pavimento térreo do Instituto Internacional Juarez Machado foi transformado em uma residência colonial pelo escritório Otropicalista, de Florianópolis, simulando cômodos como sala, quarto, cozinha e ateliê com móveis originais e elementos gráficos inspirados na obra do artista joinvilense Juarez Machado.
O projeto é fruto de nove meses de investigação comandados pela pesquisadora Ana Gern, que também registrou depoimentos marcantes de bordadeiras históricas da região, a exemplo de Lori Altmann, de 75 anos, e Ondina Kunde, de 92 anos.
Serviço: como visitar a mostra
A visitação é aberta ao público de terça-feira a sábado, das 9h às 18h, no Instituto Internacional Juarez Machado, situado na Rua Lages, 994, no Bairro América. A entrada é totalmente franca para moradores e turistas interessados em mergulhar nas tradições culturais de Santa Catarina.







