Antes de subir ao palco para o show nesta sexta-feira (6), na Arena Opus, em São José, na Grande Florianópolis, os integrantes da Fresno já tinham outro momento especial no horizonte: a realização de um dos sonhos mais antigos da banda.
Depois de mais de duas décadas de carreira, Lucas Silveira, Gustavo Mantovani (Vavo) e Thiago Guerra vão levar as músicas da Fresno para os palcos acompanhados por uma orquestra sinfônica.
Em conversa descontraída com o ND Mais antes da apresentação, Lucas contou que a ideia acompanha a banda há muitos anos e pode se transformar em um projeto permanente.
Entre no grupo
“Isso era um sonho. O sonho mais antigo da banda. É uma coisa que a gente sonha em fazer já há muitos anos e que agora vai rolar”, afirmou Lucas.
Os shows sinfônicos irão ocorrer inicialmente em dezembro, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas, para a Fresno, a estreia pode ser apenas o começo.
“A gente quer que isso seja um projeto fixo, anual, de preferência, que a gente consiga levar para o Brasil inteiro”, revelou o vocalista.
A novidade chega em um momento especial para a banda gaúcha, que continua reunindo diferentes gerações de fãs e, mesmo depois de passar pela explosão do emo e por grandes transformações na indústria musical, diz ainda buscar a mesma essência que motivou seus integrantes a começar.
Fresno busca manter sentimento que fez banda nascer
Para Lucas, a dimensão alcançada pela Fresno ao longo dos anos é muito diferente daquela dos primeiros passos da banda, quando os integrantes ainda eram adolescentes. Mas, mesmo com o crescimento e o reconhecimento conquistados, o grupo procura preservar a essência que o levou a fazer música. Um exemplo disso foi a participação da banda Plano Real, de Joinville, na abertura do show. Formado por jovens de idade próxima à que os integrantes da Fresno tinham quando começaram a tocar, o grupo despertou uma identificação no vocalista.
“O que a gente procura é meio que manter esse sentimento que nos movia a tocar quando a gente era jovem, que é uma necessidade de se expressar, uma vontade de simplesmente se juntar com teus amigos e fazer um som”, explicou.
Segundo ele, esse impulso continua existindo mesmo depois de a Fresno alcançar uma proporção que, no início da trajetória, parecia impossível.
“A gente consegue ainda perceber que isso existe, embora tenha tomado uma proporção que a gente jamais imaginou”, completou.
‘Carta de Adeus’ não é uma despedida da Fresno
A conversa com os integrantes também passou pelo novo álbum “Carta de Adeus”, nome que, segundo Lucas, nasceu justamente da percepção de uma temática recorrente nas músicas do disco.
Apesar do título, a despedida não era da banda: “Várias músicas tinham uma cara de despedida, mas não era uma despedida da banda. Era uma temática recorrente nas músicas, de a gente se livrar de coisas que a gente não quer mais”, contou.
A partir dessa percepção, o grupo encontrou o conceito que acabaria dando nome ao trabalho.
“A gente foi percebendo que esse disco tinha uma cara de um monte de cartas de adeus e aí virou esse nome”, explicou Lucas.
Entre novas fases, discos e uma trajetória iniciada ainda na adolescência, a Fresno se prepara para escrever mais um capítulo de sua história. Desta vez, com instrumentos sinfônicos acompanhando músicas que marcaram diferentes gerações. Para uma banda que nasceu da vontade de jovens amigos de se reunir para fazer som, o projeto representa a realização de um desejo antigo, como resumiu Lucas: “o sonho mais antigo da banda”.
Lucas, vocalista da Fresno, durante apresentação na Arena Opus
Vídeo: @brunomascai/Fresno/Instagram/Reprodução/ND Mais







