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Lula sanciona Enamed e torna prova obrigatória para registro de médicos

Nova lei estabelece avaliação nacional para recém-formados e altera exigências para o exercício da profissão no país.

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Lula sanciona o Enamed, critica ‘medicina mercantilizada’ e acena para pacificação: ‘Quando se trata de saúde não tem direita e não tem esquerda’
Lula rebate críticas sobre falta de responsabilidade fiscal e diz que pobres não pagarão conta — Foto: Ricardo Stuckert/PR/Reprodução/ND Mais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira (6) a lei que cria o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), tornando obrigatória a aprovação na prova para o registro de novos médicos no Brasil.

Entenda o impacto da nova lei Conhecido popularmente como a “OAB” da Medicina, o exame estabelece que os estudantes sejam aprovados em uma avaliação unificada para poder exercer formalmente a profissão no território nacional.

Discurso presidencial e autoridades presentes Durante a cerimônia de sanção, que contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do ministro da Educação, Camilo Santana, e de parlamentares envolvidos na proposta, Lula defendeu que a saúde seja tratada como política de Estado.

“Quando se trata de saúde não tem direita e não tem esquerda. Quando se trata de saúde não tem ideologia, tem vida”, declarou o presidente, em uma das principais falas do evento.

Memórias e críticas ao modelo atual Ao ressaltar a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), o chefe do Executivo relembrou as dificuldades enfrentadas no passado pela população mais carente.

“Eu sou do tempo que quando a gente tinha dor de dente, a gente ia no benzedor, ele amassava um dente de alho, colocava no dente da gente, colocava um algodão com cachaça. Eu vivi isso”, disse.

Na mesma ocasião, o presidente apontou críticas direcionadas à mercantilização da formação acadêmica e à atuação de parte dos profissionais da área médica.

“A medicina ficou um pouco mercantilizada. As pessoas não formavam pra tratar do povo, formavam para ganhar dinheiro. Então esse lado humanista é necessário”, afirmou Lula.

O papel do governo Para o governo federal, a instituição do exame representa um marco no compromisso estatal com a qualidade da assistência prestada aos cidadãos brasileiros.

“O Estado existe para garantir a todos. O Estado tem que oferecer. Isso que eu assinei hoje, que vocês aprovaram e construíram, é um gesto de que, quando o Estado quer e tem homem no Parlamento de boa vontade, que conhece o problema, a gente consegue avançar”, pontuou.

Com a validação da nova legislação, a avaliação passa a ser requisito indispensável para a obtenção do registro profissional nos conselhos regionais de medicina.

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