O Renault Kwid passou por uma ampla renovação visual e tecnológica, mas continua enfrentando um grande desafio no mercado brasileiro. Embora registre bons volumes de emplacamentos, cerca de dois terços de sua comercialização são voltados para o setor corporativo.
Novidades no design exterior As modificações externas aproximam o hatch da identidade visual global da marca. Na dianteira, o para-choque foi totalmente reestruturado e traz uma grade inédita com acabamento em preto brilhante, além do emblema atualizado da fabricante.
A traseira também recebeu atenção, ostentando novas lanternas, tampa remodelada com o logotipo recente e a inscrição do nome com uma nova tipografia. Nos modelos equipados com câmera de ré, a lente agora fica embutida discretamente no próprio emblema.
Todas as configurações passam a sair de fábrica com rodas de 14 polegadas e antena de teto estilo barbatana de tubarão, enquanto a iluminação diurna em LED é item de série a partir da opção Evolution. A variante Outsider se destaca por grafismos exclusivos nas laterais, acabamentos dianteiros diferenciados e rodas diamantadas com fundo escurecido, além da possibilidade de pintura do teto em tom contrastante.
Evolução na cabine e tecnologia Internamente, o grande destaque é a introdução do painel de instrumentos digital de 7 polegadas já na versão de entrada, complementado por uma central multimídia Media Evolution de 10,1 polegadas nas configurações mais caras. O sistema dispensa cabos para conexões com Android Auto e Apple CarPlay, integrando ainda comandos de áudio no volante multifuncional e novos revestimentos nos assentos.
No quesito proteção aos ocupantes, o compacto sai à frente ao disponibilizar de série quatro airbags, controle eletrônico de estabilidade, assistente de partida em aclives, monitoramento de calibragem dos pneus e alertas de cinto para todos os lugares.
Motorização e desempenho urbano Sob o capô, o modelo mantém o propulsor 1.0 de três cilindros com bloco em alumínio, capaz de gerar até 71 cv com etanol e 68 cv com gasolina, com torque máximo de 10,0 kgfm e 9,4 kgfm, respectivamente.
De acordo com as medições oficiais, o consumo urbano é de 10,4 km/l com etanol e 14,4 km/l com gasolina, enquanto na estrada os índices chegam a 10,7 km/l e 15,4 km/l, na mesma ordem. Com foco evidente na eficiência energética, o conjunto prioriza a mobilidade urbana e a praticidade no dia a dia.
Comparativo com seminovos Com preços que encostam nos R$ 91 mil na versão topo de linha Outsider, o modelo zero quilômetro passa a disputar espaço com carros seminovos equipados e espaçosos, como o Hyundai HB20 Limited, o Volkswagen Polo Track e o Chevrolet Onix Plus, cujos valores nessa faixa etária oferecem listas de itens superiores e maior entre-eixos.
Ainda assim, o veículo segue como alternativa







