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Disputa pelo Senado em 2027 movimenta bastidores com Alcolumbre, Marinho e Tereza Cristina

Parlamentares articulam apoios e traçam estratégias para a eleição que definirá o comando da Casa Alta em fevereiro.

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Tereza, Alcolumbre e Marinho: o mapa de votos na disputa pelo Senado
Apesar do lançamento da candidatura de Marinho, Tereza Cristina não recua e irá concorrer à presidência do Senado — Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Reprodução/ND Mais

A corrida pela presidência do Senado Federal para o biênio que se inicia em 2027 já movimenta os bastidores da política em Brasília, com articulações intensas entre diferentes partidos de olho na votação marcada para o dia 1º de fevereiro. No centro das negociações estão o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).

O cenário das candidaturas na Casa Alta

A movimentação ocorre em meio à tentativa de recondução de Alcolumbre ao cargo e à divisão na oposição sobre quem deve liderar a disputa contra o atual presidente. Enquanto o PL oficializou Marinho como seu candidato, Tereza Cristina mantém projeto próprio para se consolidar como uma alternativa de “terceira via”, buscando reunir o apoio de parlamentares do Centrão e de outros partidos.

Levantamentos preliminares de aliados apontam diferentes projeções de palanque. Alcolumbre lidera a contagem atual com cerca de 37 apoios declarados, podendo alcançar até 48 votos. Por sua vez, Marinho conta com estimativa de 32 votos, com potencial de somar mais oito com a nova composição do parlamento. Já a senadora do PP registra 12 apoios iniciais, mas sua base calcula um teto de até 42 votos em caso de avanço na campanha.

Estratégias e articulações da terceira via

A parlamentar sul-matogrossense tenta agrupar senadores que resistem à permanência de Alcolumbre, mas que também não estão totalmente alinhados com o nome de Marinho. Em entrevista recente à CNN Brasil, a senadora disse que, se preciso, pediria votos até a Alcolumbre para viabilizar sua candidatura. A senadora afirmou ainda que conversou com o atual presidente sobre a importância de uma mulher no comando da Casa Alta.

A viabilidade do projeto da senadora passa por acordos com a oposição e com o Centrão. O próprio Rogério Marinho já afirmou que existe um entendimento com Tereza para que os dois não mantenham candidaturas concorrentes até o momento decisivo da eleição. A expectativa nos bastidores é que, no mês de janeiro, um deles abra mão da disputa para unificar a base oposicionista.

Apoios governamentais e regras do pleito

Do outro lado, Alcolumbre intensificou as conversas com o Palácio do Planalto e recebeu acenos favoráveis de governistas. No final de outubro, União Brasil e PP oficializaram apoio à sua recondução, o que gerou ruídos internos na legenda de Tereza Cristina, que reforça que a decisão caberá individualmente a cada um dos 81 integrantes da Casa.

Para vencer a eleição no Senado, o candidato precisa atingir a maioria absoluta de 41 votos. Como o voto é secreto e as declarações públicas de lideranças não garantem a fidelidade individual dos parlamentares, o cenário permanece aberto a surpresas até a abertura das urnas no início de fevereiro de 2027.

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